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Quinta, 28 de Agosto de 2008
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Enquanto isso na Republica das Bananas... Data: 23/08/2008
Enquanto isso na Republica das Bananas...

Que mês maravilhoso para as Artes em São Paulo, são tantos os espetáculos que teria que ganhar muito mais para poder ir a todos. Tenho ido sempre aos Grandes Musicais e nos espetáculos de dança, mais especificamente e adorei a todos. Mas claro que não seria só elogios, se não porque desta coluna???
Estava eu assistindo um ballet na Foyer do Teatro Municipal de São Paulo, um lugar excelente, caro, quando a duas cadeiras de mim, uma senhora e uma adolescente, bonitas e bem vestidas (que já tinham assistido o espetáculo por DVD) narravam as cenas com antecedência em alto e bom português, logicamente quebrando o “timing” das cenas cômicas, todos ao redor começaram a pedir silêncio, a menina pegou seu super-hiper-sônico celular e começou a gravar partes do espetáculo deixando aquela luizinha refletindo em nossos olhos, quebrando a própria luz ambiente que um teatro exige, pensa que acabou? Qual nada, a senhora começou a cantarolar a musica de D. Quixote! Cantarolava alto e com empolgação. Elas queriam mostrar que sabiam tudo a respeito do espetáculo, será que alguém ali não sabia??? Comecei a ficar profundamente irritada, pois não havia pagado uma fortuna para escutar a minha vizinha cantando! Achei que isto só acontecia em salas de cinema, sabe aqueles adolescentes gritando ou mães traduzindo legenda aos seus rebentos, que acham não incomodar ninguém. Depois de muitos “shius” ela se calou e começou a bater o pé no ritmo da música!! Pois é, a falta de educação atingiu até as classes mais cultas, ou seja, ter cultura nesta República não significa você ser uma pessoa educada ou refinada. Estamos realmente a beira de um colapso institucional, um verdadeira zona, quer dizer, o exemplo vem lá de cima e acaba refletindo aqui em baixo. E daí eu com meus R$190,00 gastos em uma única noite; foi simplesmente para ficar irritada! Eu e mais outras 25 pessoas (esse era o “raio” da cantoria, aproximadamente).
Pergunta: O que estas pessoas (as que incomodam) pensam ao agir desta maneira? Que são admiráveis pois cantarolam? Ou se propõem a sair de casa, se arrumar gastar um dinheirão só para nos irritar? Quem gosta de freqüentar tais shows deve saber que precisa ir e admirar, só isso, quando necessário se manifestar aplaudindo, nada mais, o show é lá na frente!. Deveríamos fazer uma cartilha de etiqueta: Como se portar em shows de ballet, ópera, musicais.... pensem nisso Dança Brasil!

Valeska Lucchi bailarina, coreógrafa e diretora artística

 


Danca Brasil - Horta Luzia 2006