Midiateca de Dança - Protagonistas da dança catarinense e nacional

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Midiateca de Dança - Protagonistas da dança catarinense e nacional

A história da dança catarinense tem muitas lacunas na linha do tempo. Faltas sentidas pelas pesquisadoras-artistas Jussara Xavier, Sandra Meyer e Vera Torres que idealizaram o projeto Midiateca de Dança, uma plataforma criada para arquivar e disponibilizar conteúdo sobre a área e, ao mesmo tempo, preservar a memória da dança do passado e recente produzida em Santa Catarina.

“Queremos produzir registros de memórias que possam servir de referência a outros pesquisadores e artistas. Faltam espaços institucionais que deem conta de organizar minimamente acervos e memórias. Midiateca de Dança tenta modestamente ser um dispositivo que atenue estas lacunas na história da dança catarinense”, explicam.

Após o lançamento do portal no ano de 2019, as pesquisadoras agora se dedicam a outra etapa do projeto. A Ação Documental, viabilizada pelo Prêmio Elisabete Anderle de Apoio à Cultura (2020), tem parceria com o Instituto Meyer Filho e irá realizar uma série de entrevistas com importantes nomes da cena artística estadual e nacional. 

“Os  nomes surgiram em razão de suas experiências, conhecimentos e atuação em cada um dos temas a serem abordados. Nomes do estado e de fora do estado de Santa Catarina juntos oferecem uma rede de relações possíveis para pensarmos nos modos de produção de forma mais ampla. Permitir que a produção catarinense entre em diálogo com a produção nacional”, complementa o trio. A agenda de programas será realizada em dois momentos: de 28 a 30 de abril e de 12 a 14 de maio, no canal youtube.com/midiatecadedança   

 

Primeira rodada

Com o tema “Intersecções entre dança e imagem na tela”, a primeira rodada de entrevistas começa nesta quarta-feira(28), às 20h. Os convidados do primeiro programa são o professor e doutor em Artes Visuais Leonel Brum, a educadora e artista multimídia Sarah Ferreira com depoimento da artista Monica Siedler e mediação de Sandra Meyer. 

A urgência de pensar o momento de virtualidades e atividades remotas no campo da dança, intensificada pela pandemia, fez crescer o interesse pela produção em videodança. Segundo Sarah Ferreira, as experiências com a dança e a imagem aumentaram significativamente no período de isolamento social e tornaram-se não só lugar de exposição de trabalho, mas em muitos casos, um novo caminho para o artista. 

“Essa disciplina artística já vem conquistando há algum tempo espaço no currículo das universidades. E mais do que isso, muitos artistas encontraram um caminho profissional, mais um modo de expor o trabalho e um espaço possível para dança”, destaca.

“O balé clássico em contextos catarinenses” será assunto do segundo programa, no dia 29 de abril, às 20h. A entrevista busca pensar esta técnica de dança como motor inicial de um cenário de produção e de formação em dança surgido a partir dos anos 1950, principalmente em duas cidades do estado: Blumenau e Florianópolis. 

Conversam sobre o tema com mediação de Vera Torres e depoimentos  de Ivana Deeke Fuhrmann e Fernanda Meyer, a bailarina e professora de ballet clássico Letícia Gallotti e Beatriz Niemeyer, que dirigiu os primeiros ballets de repertório apresentados em Blumenau, hoje um pouco distante das sapatilhas. 

Conversam sobre o tema com mediação de Vera Torres e depoimentos  de Ivana Deeke Fuhrmann e Fernanda Meyer, a bailarina e professora de ballet clássico Letícia Gallotti e Beatriz Niemeyer que, no início da década de 80, como co-fundadora do Corpo de Dança Maria de Caro, dirigiu os primeiros ballets de repertório apresentados em Blumenau.

“O ballet sempre teve um espaço importante em Santa Catarina. É uma das vertentes mais presentes nos festivais que acontecem em nosso Estado - Festival de Dança, Prêmio Desterro e até mesmo a Escola Bolshoi - que acabam estimulando a divulgação e participação dos bailarinos clássicos com a vinda de professores de fora. Eu acredito que até por conta disso a produção está um pouco voltada para o individual. As pessoas se qualificam e almejam bolsas de estudos internacionais, justamente pela dificuldade em nosso país em investir em arte, sem muitas perspectivas profissionais”, situa Letícia.

E diante dessa realidade “como despertar em crianças e jovens o interesse pela dança?” Jussara Xavier faz a mediação da conversa do dia 30 de abril, também às 20h,  com o artista e pesquisador em conexão com as ideias de coreografia, memória e infância Neto Machado e Uxa Xavier, especialista no método Laban pela USP.  

Após a realização da segunda rodada de programas, de 12 a 14 de maio, a produção de entrevistas será desdobrada em seis filmes. O material documental entrará para o acervo da Midiateca de Dança, onde ficará disponível gratuitamente para consulta (midiatecadedanca.com). 

 

Quando e Onde

Quando: De 28 a 30 de abril e de 12 a 14 de maio - 20 horas

Onde: youtube.com/midiatecadedança 

 

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