Presencial ou Online

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Presencial ou Online

Muitas escolas, grupos e companhias de dança aprenderam que precisam ser mais resili entes (aguentar trancos), ágeis, adaptáveis e elásticas. Falava-se muito em transformação digital, mas, na prática, pouco se fazia de concreto. O atual cenário mostrou que está claro e presente a necessidade destas empresas começarem a transformação dos seus negócios.

Muitos diretores  com os quais converso demonstram claramente que sabiam que, ao longo dos anos, suas empresas acabaram se acomodando, fazendo o que sempre fizeram, com apenas algumas melhorias incrementais, devido a facilidade das ferramentas de mídia social. Agora eles têm certeza que se ainda se mantiverem aferrados a esse ritmo de mudanças graduais, suas organizações se tornarão irrelevantes em pouco tempo.

Entendem que é a própria sobrevivência do negócio que está em jogo e que a revolução digital vai implicar em mudanças significativas e não apenas evolucionárias. Na prática não foram os diretores que começaram a transformação digital na área da arte da dança, mas o próprio vírus.

Com a quarentena vimos que possível imaginar um mundo da dança também on line, mas isso não significa que o contato humano será eliminado, porque a arte da dança exige muita interação pessoal. Somos seres sociáveis por natureza.  Mas provavelmente cada vez mais estas ocorrências globais poderão ser frequentes no mundo globalizado. A educação da arte da dança também deverá ser revista. Um recente relatório do World Economic Forum, “Schools of the Future”, mostrou que o Brasil está muito atrasado e despreparado para competir no novo mundo que se desenha.

O “novo normal” será diferente do que estamos habituados e as habilidades e capacitações para este novo mundo, cada vez mais digital, ágil, incerto e resili ente, demanda uma mudança radical na educação. A regulação terá que permitir essas transformações e agilidade no sistema educacional.

O novo mundo pós-Covid vai nos obrigar a repensar muitos dos atuais paradigmas e valores que adotamos na vida empresarial, profissional e pessoal. Hoje já está bem claro que a transformação digital não é mais uma questão de oportunidade ou escolha, mas imperativo. Quanto mais tempo sua empresa demorar em fazer sua transformação, mais irrelevante e marginalizada ficará.

Essa lição continua mais válida que nunca nos dias de hoje, com a disrupção digital provocada pela Covid-19 batendo às portas. As regras do jogo de negócios estão sendo reescritas e as atuais irão desaparecer em breve.

A questão não é se os diretores e demais profissionais vão aceitar ou não as mudanças provocadas pela transformação digital. Não são eles que impedirão elas de acontecerem. O mundo já mudou. O vírus já fez isso.

Então o grande desafio é utilizar a transformação digital em ferramenta para manter seus negócios e atividades nesta nova era. Não existe ainda uma formula mágica, cada um deve em seu micro cosmo procurar planejar e implementar o digital em suas atividades.